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  • Eni Marçal

A implantação da governança nas empresas familiares

A preocupação das famílias com o elevado índice de empresas familiares que não conseguem chegar aos seus 5 anos de sobrevivência (60% sessenta por cento), trouxe à tona a necessidade de implantação de uma gestão e uma governança voltada para a transparência e para sustentabilidade.


A gestão empresarial é o processo geral de tomada de decisões dentro de uma empresa. Governança corporativa é o conjunto de regras e práticas que garantem que uma empresa está cumprindo seus deveres com todas as pessoas interessadas no resultado da empresa. (seus stakeholders)


Segundo Werner, Bornholdt – Governança na empresa familiar – “Implantar a governança nas empresas familiares é um processo idêntico ao da reforma de uma casa. Começa com um planejamento (concepções iniciais), aprovação do orçamento (disponibilidade de investimentos) e contratação de um engenheiro ou arquiteto (Consultor externo). No primeiro período da reforma, são removidos móveis, quebram-se paredes, geram-se desconforto e ruídos e aprecem as sujeiras. Implementar a governança nas empresas familiares é um processo de mudanças. Mudanças que geram desconfortos iniciais, mas, quando transpostas, o clima é de orgulho, satisfação e prazer. Como uma casa recém-reformada.


A governança nas empresas familiares exige que primeiramente sejam identificados os assuntos que dizem respeito à família, à sociedade e à empresa (3 círculos do prof. John Davis).


Uma vez identificados, precisam ser separados e isoladamente compreendidos. Concluída essa etapa, voltam a ser unidos e integrados, como a reconstrução das paredes e pintura final da reforma. O processo de junção e de integração dos sistemas familiar, societário e empresarial se dá por meio de canais de comunicação transparente e ferramentas. Esses instrumentos unificadores são os órgãos de governança (comitês, conselhos: consultivo, administrativo, fiscal, familiar). Portanto, os órgãos de governança formam e reforçam a integração entre os sistemas por meios de canais competentes. Uma empresa adequadamente estruturada com os órgãos de governança permite atende às demandas das famílias, dos sócios e dos executivos e formar o alicerce para sua perpetuação.” – Bornholdt, Werner.


A implantação da governança nas empresas familiar, cria condições para que o sonho do fundador de criar empresas capazes de aliar rentabilidade, crescimento sustentável, capital humano profissionalizado em todos níveis e, perenidade de gerações, contagie a família no querer se tonar uma família empresária de um negócio com:


* Modelo de gestão fortalecido

* Alta valorização

* Redução de riscos

* Respeito pela sociedade

* Rentabilidade esperada pelos sócios

* Sucessor qualificado

* Perenidade


Concluindo, tome a decisão e, transforme sua empresa familiar em família empresária o quanto antes. O Futuro chegou. Inove rumo ao sucesso.


Pense nisso.


Eni Ferreira Marçal

Consultora de projetos de gestão empresarial e governança corporativa e, Conselheira externa de Conselhos Consultivos e de família.

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